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CORDISBURGO

“Cordisburgo era pequenina terra sertaneja, trás montanhas, no meio de Minas Gerais. Só quase um lugar, mas tão de repente bonito: lá se desencerra a Gruta do Maquiné, mil maravilha, a das Fadas; e o próprio campo, com vasqueiros cochos de sal ao gado bravo, entre gentis morros ou sob os demais de estrelas…”

João Guimarães Rosa
Trecho do discurso de Posse na Academia Cordisburguense de Letras
Rio de Janeiro 16/11/1967

Cordisburgo – cidade do coração – foi criada pelo Padre João de Santo Antônio em 1883. Possui uma das mais bela gruta da América Latina: Gruta do Maquiné e mais de 24 cavernas catalogadas com suntuosidade e reverência, como por exemplo, a Gruta da Morena. A cidade foi considerada pólo turístico a partir de 1939.

Cordisburgo, terra natal do escritor João Guimarães Rosa; filho ilustre que elevou a “pequenina terra sertaneja” para o mundo através da eloquência do seu rico idioma luso-mineiro, retratando as grandiosas obras literárias as estórias da nossa gente.

A cidade de Guimarães Rosa e da Gruta do Maquiné possui, também, outros produtos e potencialidades como a expressiva produção de abóbora moranga híbrida, quiabo, milho verde, tomate, limão e manga.

 

HISTÓRICO

Em meados do ano de 1883, o Padre João de Santo Antônio chega ao arraial do Saco dos Cochos. Por se tratar de um lugar com paisagens exuberantes e clima agradável, o padre logo a denominou de “Vista Alegre”.

Para fundar o povoado, necessitava obter a posse de uma área que se encontrava em litígio. Para tanto, contou com a influência de Dona Policena Mascarenhas, uma senhora de posses, que, vendo a Sesmaria Empoeiras ir á praça pública, mandou seu filho Bernardo Mascarenhas arrematá-la em nome do “Irmão João”, cedendo 40 alqueires como patrimônio da igreja. A sesmaria pertencia à região do extinto Vínculo da Jaguará.

É certo que, nessa região, o padre João deu início à fundação do povoado de Vista Alegre, em 21 de agosto de 1883, edificando a capela ao patriarca São José. O levantamento dos esteios se deu em 14 de fevereiro de 1884, tendo sido concluída a capela em 23 de junho de 1884.

Em 14 de setembro do mesmo ano, a imagem do patriarca São José foi conduzida do Tabuleiro Grande (hoje Paraopeba) para a capela pelo padre Pedro Corrêa Ferreira Rabelo e moradores dos arredores. Na mesma época, o padre João mandou vir da França uma imagem do Coração de Jesus. Quando chegou, uma procissão foi buscá-la em Gongo-Sôco e assim nasceu a ideia de construir-se um templo para acolhê-la. Portanto, em 8 de março de 1886, foi levantada a primeira do templo no Arraial de Vista Alegre, que começava a ser povoado, em torno da igreja, em terrenos que o distribuía gratuitamente para que as pessoas construíssem suas casas.

A igreja foi construída com a ajuda de donativos e foi concluída no dia 20 de maio de 1894. Nesse dia, houve uma benção na igreja e o padre João trouxe em procissão a imagem do padroeiro em que tinha vindo de Paris e aguardava, na Capelinha de São José, a construção de seu templo.

Em 9 de junho de 1890, um decreto do então governador de Minas, João Pinheiro da Silva, elevou o povoado de Coração de Jesus da Vista Alegre a distrito de Cordisburgo da Vista Alegre a Distrito de Cordisburgo da Vista Alegre, município de Sete Lagoas. O padre João registrou o nome Cordisburgo em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, pois a etimologia vem do hibridismo cordis, do latim, que significa coração; e burgo, do alemão, que significa vila ou cidade.

O Distrito foi incorporado ao município de Paraopeba, em 30 de agosto de 1911, sendo emancipado em 17 de dezembro de 1938, compreendendo os distritos sede Lagoa Bonita e Traíras (Santana de Pirapama). Nessa época, já se chamava apenas Cordisburgo, perdeu o distrito de Santana de Pirapama e ficou subordinado à Comarca de Sete Lagoas.

Anos mais tarde, o padre doou o que tinha à Matriz Sagrado Coração de Jesus e, em 18 de outubro de 1895, à Diocese de Diamantina uma área de 40 alqueires de terra, que compreendia Cordisburgo e seus arredores.

 

LOCALIZAÇÃO

Cordisburgo está localizado na região centro-norte do Estado de Minas Gerais, distante, aproximadamente a 120 Km de Belo Horizonte por via rodoviária. Seu acesso principal a partir de BH, situa-se na BR 040, sentido Brasília, sendo 93 Km até a Pousada Maquiné, entrando à direita da Rodovia MG 231 e mais 22 Km até a cidade de Cordisburgo. A partir de Curvelo são 44 Km, sendo 6 Km de estrada pavimentada e 38 Km de estrada não pavimentada pela MG 754 até Cordisburgo.

 

POPULAÇÃO

De acordo com dados do IBGE – Senso do ano de 2000, Cordisburgo conta com uma população de 8522, sendo 4322 homens e 4188 mulheres.

 

RELEVO

Região cárstica. Serra do Maquiné (em destaque Gruta do Maquiné). Vê-se ao norte a Serra do Cipó. Apresenta relevo constituído por 35% de superfície plana e 65% montanhosa, com cotas altimétricas variando entre 1055m na proximidade da Serra do Palmital e 630m no Rio das Velhas.

 

CLIMA

Subtropical (mesotérmico). Apresenta temperatura média de 05 a 36ºC, com uma média anual em torno de 22ºC e índice médio pluviométrico anual de 1200mm. Os verões são quentes e chuvosos e de maneira geral moderados, às vezes, abundantes, inverno seco.

 

VEGETAÇÃO

Cerrado, tipo de vegetação que cobre cerca de quinta parte do território brasileiro. O cerrado é composto de poucas árvores, medindo de 3 a 6m de altura, com troncos e galhos retorcidos apresentando copas irregulares, casca espessa, protegidas às vezes por camada de cortiça. No solo apresenta gramíneas, sendo a mais comum o capim-flecha e outros. Às arvores mais comuns são: pau-terra, pequi, araticum, barbatimão, peroba do campo, ipê-amarelo e outros.

 

FORMAÇÃO GEOLÓGICA

A formação geológica de Cordisburgo oferece a quem a observa de algum ponto mais alto, uma vista suave e simpática de pequenos montes, não chegando a montanhas expressivas, mas com vales e extensas campinas de excelentes pastagens mescladas, a espaços de cerrados com vegetação própria dos sertões. Encontra-se também, dentre várias belezas naturais, belos lagos, cachoeiras e cavernas.

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